domingo, 30 de maio de 2010

O corpo?

Sim, é o corpo humano que nos coloca em contato direto com o mundo onde vivemos e que abriga a vida que constrói nossa existência. Ele é o responsável por nossa capacidade de observar, perceber, compreender e escolher o que necessitamos e desejamos no mundo.
Porém, falar do corpo humano, das suas percepções, do seu bem estar é muitas vezes inoportuno e até constrangedor.
Para alguém espiritualizado, ao contrário de alguém materialista, não é difícil entender que nosso corpo carrega nossa consciência espiritual e tudo que temos de divino. Somos um corpo que carrega uma alma.
Penso que nosso corpo é a casa onde moramos. Que somos o único proprietário das chaves desta casa e que ele é nosso único e maior patrimônio.
Nosso corpo foi concebido para agir com autonomia, para não aceitar nenhuma forma de adestramento ou imposição. Porém, ele é adaptável e sagaz o suficiente, para criar o hábito de se defender da repetição de movimentos incoerente à sua vontade natural.
É de nossa total responsabilidade, tornar nosso corpo capacitado para perceber as sensações do mundo que nos rodeia. É a percepção destas sensações, que prepara nosso corpo na arte de sobreviver, crescer e perpetuar com qualidade no planeta terra.
Foi nosso corpo que captou e armazenou tudo que nos transformou no que somos hoje.
Pelo que ele representa em nossas vidas, precisamos deixá-lo reaprender continuadamente a arte do fazer humanizado e do caminhar coerente com a vida.
Se nossos impulsos, ímpetos, atitudes e comportamentos são coerentes com a dinâmica natural da vida, nossa vivência corporal diária, dará ao nosso corpo mais e mais inteligência sensorial e respiratória. Estas duas funções corporais são sem dúvida, essenciais para nos garantir uma vida longa e para nos tornar cada vez mais aptos a executar as atividades que determinam a existência nossa de cada dia.
A seguir gostaria de ler com vocês:

“As Contradições do Corpo” de Carlos Drummond.

“Meu corpo não é meu corpo
É ilusão de outro ser
Sabe a arte de esconder-me
E é de tal modo sagaz
Que a mim de mim ele oculta

Meu corpo, não meu agente
Meu envelope selado
Meu revólver de assustar
Tornou-se meu carcereiro
Me sabe mais que me sei

Meu corpo apaga a lembrança
Que eu tinha de minha mente
Inocula-me seu patos (capacidade de sentir)
Me ataca, fere e condena
Por crimes não cometidos

O seu ardil mais diabólico
Está em fazer-se doente
Joga-me o peso dos males
Que ele tece a cada instante
E me passa em revulsão

Meu corpo inventou a dor
A fim de torná-la interna
Integrante do meu id
Ofuscadora da luz
Que aí tentava espalhar-se

Outras vezes se diverte
Sem que eu saiba ou que deseje
E nesse prazer maligno
Que suas células impregnam
Do meu mutismo escarnece

Meu corpo ordena que eu saia
Em busca do que não quero
E me nega, ao se afirmar
Como senhor do meu eu
Convertido em cão servil

Meu prazer mais refinado
Não sou eu quem vai senti-lo
É ele, por mim, rapace (roubasse, tomasse)
E dá mastigados restos
À minha fome absoluta

Se tento dele afastar-me
Por abstração ignorá-lo
Volta a mim, com todo o peso
De sua carne poluída
Seu tédio, seu desconforto

Quero romper com meu corpo
Quero enfrentá-lo, acusá-lo
Por abolir minha essência
Mas ele sequer me escuta
E vai pelo rumo oposto

Já premido por seu pulso
De inquebrantável rigor
Não sou mais quem dantes era
Com volúpia dirigida
Saio a bailar com meu corpo”

Depois de lermos e relermos Drummond:
• Antes que nosso corpo comece a nos levar desajeitadamente pela vida;
• Que ele comece a nos transformar numa fonte geradora de dores e sofrimentos;
• E que ele nos torne incapaz de executar nossas atividades diárias de forma suave e com gestos seguros;
• Acredito que precisamos nos ocupar de ações que possam disponibilizar a energia do bem estar ao nosso corpo. Esta energia chamada vitalidade é que nos impulsiona para vida
É interessante pensar que nosso corpo é feito de matéria/energia e espírito:
• Flexíveis;
• Maleáveis;
• E com a capacidade intrínseca de perceber naturalmente o que está ao nosso redor.
É alentador saber, que nosso corpo pode ser transformado por nós, num instrumento e meio progressivamente feliz de expressão e comunicação. Que ele é capaz de nos oferecer bem estar, prazer de viver, criatividade, afetividade e a capacidade de irmos alem pelos caminhos do mundo onde vivemos.
Jamais deveríamos permitir que nosso corpo se transformasse numa máquina maléfica, cheia de dor e sofrimento, capaz de nos conservar à sua mercê.
Sugiro que o corpo humano desde já, passe por um processo de reeducação, que lhe possibilite ser mais coerente com a dinâmica natural da vida, tornando-se menos impotente para viver nossa vida objetiva e subjetiva.
Beijos para todos...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A arte de escolher

Para chegarmos a uma escolha precisamos cumprir um determinado caminho.
Por isto devemos ficar atentos às ações necessárias para que possamos efetivar nossas escolhas de forma satisfatória. Pois as nossas escolhas, em sua maioria são feitas por nós mesmos, muitas vezes sem a colaboração de outras pessoas.
Antes de mais nada, quando o assunto é escolha, precisamos saber nos localizar em qual das três situações abaixo estaremos atuando:
1ª situação:
Temos apenas uma opção na hora da nossa escolha. Assim nossa escolha está embutida num contexto escasso de possibilidades e esta nossa situação pode se tornar progressivamente crítica;
2ª situação:
Temos apenas duas opções na hora da nossa escolha. Assim nossa escolha pode se tornar complexa, porque poderemos estar diante de duas opções contraditórias e às vezes até igualmente insatisfatórias no momento da nossa escolha. Esta situação pode se agravar quando ela se transforma num dilema para nós e não conseguimos encontrar uma nova alternativa que se contrapõe às duas apresentadas para aquele momento.
Na nossa 3ª situação:
Poderemos estar diante de três ou mais opções na hora de escolher. Sem dúvidas esta situação poderá ser vantajosa para nós, porque o horizonte da nossa escolha passa a ser mais abundante em opções.
É bom considerarmos que para termos uma vida confortável, precisamos ter sempre muitas opções à disposição da construção da nossa existência.
Visto a complexidade do ato de escolher pelo prisma exposto acima, precisamos dizer ainda, que nossas escolhas estarão sempre sujeitas ao contexto da ocasião na qual elas estão inseridas. Elas estarão sujeitas também à nossa sorte, autonomia e competência no momento que usamos nosso livre arbítrio para escolher.
Para nós, ainda é desejável que nossas escolhas aconteçam num momento que seja ideal para tal. Devemos ter em mente que muitas vezes é prudente adiarmos e mudarmos o momento de uma determinada escolha que esta por ser feita.
Resta-nos ainda considerar, que tudo o que somos hoje é fruto do resultado das escolhas que já fizemos ao longo da nossa vida que passou.
Não podemos perder de vista, o fato de que uma escolha feita pode não ser definitiva. Sim as escolhas são mutáveis ao longa da sua existencia, por isto muitas vezes precisamos refazer e até abortar uma escolha consolidada em prol de uma nova escolha.
Apesar das dúvidas surgidas durante cada uma de nossas escolhas, precisamos adquirir continuadamente mais agilidade mental, para escolhermos e validarmos melhor os caminhos apresentados a nós pelas pequenas e grandes encruzilhadas da vida.
É meu parecer que o ato de perceber a melhor escolha, a todo o momento que isto se fizer necessário, esteja intrinsecamente ligado a atenção que nos somos capazes de dar ao ato de observar continuadamente as causas dos acontecimentos que nos cercam.
Assim pela importância do ato de escolher em nossa vida, é cada vez mais desejável que aprofundemos na arte de observar, exercitando continuadamente nossa autonomia, liberdade, prudência, paciência e competência neste caminho.
Neste ponto da nossa conversa, surge a pergunta:
Possuímos um aparelho responsável por nossa capacidade de observar, perceber e compreende o mundo que nos cerca?
Beijos, até lá...

Que tal darmos as mãos para recitar e cantar - “Entre dois Caminhos” do meu amigo Eugênio de Castro:

"Quando alguém decide entre dois caminhos
Leva a certeza que o outro caminho não será mais seu
E do caminho do tempo o amor se apaga
E o caminho que ficou poderá se encher de sois
E mais sois e mais sois e brilhará
Que por ironia da vida
Teria sido um caminho melhor
Mas que profeta, poeta ou coração
Saberia
Que por ironia da vida teria sido um caminho melhor
Mas que profeta, poeta, louco ou coração

Quando alguém decide entre dois amores
Leva a certeza que o outro amor não será mais seu
E do caminho do tempo a paixão se apaga
E o amor que ficou poderá se encher de sois
E mais sois e mais sois e brilhara
Que por ironia da vida
Teria sido um amor bem melhor
Mas que profeta, poeta ou coração
Saberia
Que por ironia da vida teria sido um amor bem melhor
Mas que profeta, poeta, louco ou coração

Quando alguém decide ficar ou partir
Tentar ou desistir
Jamais saberá a resposta
Porque a felicidade não diz onde vai
Partir poderia ser bom
Ficar talvez fosse melhor
Ma no fundo só a solidão
Saberá nos dizer ninguém mais,
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais

Quando alguém decide ficar ou partir
Amar ou desistir
Jamais saberá a resposta
Porque a felicidade não diz onde vai
Partir poderia ser bom
Ficar talvez fosse melhor
Ma no fundo só a solidão
Poderá nos dizer ninguém mais
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais,
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais..."

sábado, 15 de maio de 2010

Escolha e livre arbítrio

Nem sempre podemos mudar as leis do mundo em que vivemos. Mas podemos escolher mudar nosso estilo de vida e a qualidade das nossas escolhas.
Sabemos que a seleção de opções que nos interessam e nos são convenientes a cada momento de nossa vida, esta cada vez mais complexa e cercada de incertezas. Por isto precisamos disponibilizar toda nossa atenção, observação e paciência, ao processo que nos leva a escolher algo.
Outro fato a se ressaltar quando falamos do tema escolha é que o livre arbítrio que usamos para escolher só pode ser usado nos momentos de indecisão que antecedem nossa tomada de decisão. Alias o nosso livre arbítrio só é usado até optamos por uma determinada escolha, à medida que efetivamos tal escolha, ela carregará em seu bojo o determinismo de um compromisso que assinamos quando fizemos tal escolha.
Por tudo posto acima, sem dúvida um exercício legal para o nosso dia a dia seria conhecer melhor nossos impulsos, ímpetos, intenções, comportamentos e principalmente como a dinâmica natural da vida tece os acontecimentos do nosso cotidiano e seus resultados.
Fica aqui um convite: que tal nos preparar melhor para o momento de nossas escolhas!

Vamos dar as mãos e vamos recitar “Metade” de Oswaldo Montenegro:

"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também"

Beijos para todos até nosso próximo encontro...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Qualidade de vida sempre!

O Ivan Lins e o Vitor Martins nos falam assim:
“Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos,
pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer”.
A Marina Colasanti nos diz:
“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez temos que pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Acostuma-se a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.”


Depois do que foi dito acima fica claro:
• Que já estamos crescidos;
• Que não devemos deixar a nossa vida se perder em si mesma
• E que não podemos nos acostumar jamais...
O Chico Xavier disse sabiamente que:
Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar de novo e fazer um novo fim....


Que tal darmos as mãos para recitar e cantar - “Começar De Novo” do Ivan Lins e do Vitor Martins
“Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...”


Vamos continuar de mãos dadas para recitar e cantar também - “Novo Tempo” do Ivan Lins e do Vitor Martins
“No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança”.
Beijos para todos, quando puderem me dêem o retorno...



domingo, 2 de maio de 2010

Biblioteca Virtual

Interessei me ainda criança pela leitura, folheando a revista Reader’s Digest, que publica versões resumidas de artigos variados de diferentes fontes.
No Brasil esta revista se chamou Seleções. Ela era lida diariamente pelo meu pai e por mim, uma criança ainda no curso primário. Eram leituras interessantes, principalmente quando eu discutia o que eu lia com o meu pai, sempre interessado por uma boa conversa.
Na 5ª e 6ª série do ginásio, na minha aula de português no Colégio Municipal de Belo Horizonte, com 11 e 12 anos de idade, consolidei o hábito da leitura diária em minha vida.
Nesta época, o responsável por esta proesa, foi o meu saudoso professor de português, o Padre Cecílio.
Ele começava a aula:
• Com toda a turma de pé resando o Padre Nosso;
• Depois repetiamos por dez vezes a seguinte frase – “Quem lê vale mais, quem lê vale por dez, quem não lê é bocó de mola”;
Nesta época já líamos Machado de Assis, dentre outros autores e eramos convidados a discutir em aula o tema central da obra.
Foi neste tempo que conheci o caminho da biblioteca, das livrarias e principalmente do dicionário da lingua portuguesa, chamado pelo nosso professor de pai dos burros.
Interessei-me ainda mais pela leitura, quando o professor Dailton, nos lecionou literatura portuguesa e brasileira, no segundo e terceiro ano cientifico.
As aulas eram uma viagem mágica ao mundo de grandes escritores da nossa língua pátria. Este momento foi e ainda é inesquecível e importantíssimo para um estudante que um dia se tornaria um homem das ciências exatas.
Já engenheiro civil, fui convidado para dirigir o potencial criativo do poeta Vilmar Silva, na época um dos mais brilhantes poetas jovens da língua portuguesa. Trabalhamos muito tempo juntos e criamos trabalhos dignos de nota.
Minha vida profissional sempre foi muito intensa, mas sempre arranjei tempo para ler, ouvir boa música, para tocar meu violão, cantar e dançar, para frequentar galerias de arte, ir a bons shows, ao teatro, às operas.
Sempre tive tempo para praticar esporte, namorar e principalmente para bater um papo agradável com amigos sobre um assunto que realmente interessa.
Um dia eu li:
“Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”. Estas palavras de Goeth foram e serão sempre definitivas na construção da minha existência cotidiana.
Criei a Academia Ágora e a Bioarte.
Nestes espaços de lazer e convivência estruturei um método de trabalho, que objetiva melhorar continuada e progressivamente a qualidade do viver e do fazer humano através das práticas artísticas.
Há muito anos venho estruturando minha Biblioteca - das palavras, imagens e dos sons. Resolvi disponibilizá-la agora em meu blog.
O objetivo central deste meu trabalho é levar atualização cultural para pessoas que desejam degustar e se alimentar de contéudos que possam melhorar sua qualidade de vida.


Espero que vocês gostem da minha biblioteca! Abraços.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Onde começa o caminho da felicidade?

Há muito tempo que a maioria de nós seres humanos buscamos obstinadamente o segredo da felicidade sem encontrá-lo.
Pela importância que a felicidade tem na vida de cada um de nós, pretendo tratar continuadamente deste tema em meu blog, dando a ele a relevância que ele deve ter em nosso dia a dia.
Por muito tempo pensei que minha vida seria sempre plena de felicidade. Com o tempo observei que alguns obstáculos do meu caminho impediam que minha felicidade fosse completa.
Com o passar do tempo compreendi que meu estado de humor era que me fazia feliz ou infeliz.
Neste momento da minha vida, percebi que eu deveria me conhecer melhor. Eu entendi que precisava conversar comigo sobre a minha felicidade.
Então me perguntei:
• Luiz Carlos você é capaz de ser feliz ou infeliz? Sim. Neste momento eu sorri. Entendi que eu tinha o dom de me capacitar para ser feliz ou infeliz.
Sempre tive o hábito de ler muito, de dançar, de tocar violão e de cantar.
Toda vez que eu canto ou ouço:
“O que é o que é?”, do “Gonzaguinha”, percebo que mais uma vez, estou diante de um convite para refletir sobre o caminho da felicidade.
Por isto estendo este convite a vocês, meus leitores para que entrem sempre em contato com este caminho.
Leiam, releiam, cantem, ouçam e se alimente do poema “O que é o que é?”, do nosso poeta, compositor e cantor colocado a seguir:

“Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita...
Viver! E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...
Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita é bonita, é bonita e é bonita...
E a vida! E a vida o que é? Diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão, hê! hô!...
E a vida, ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão...
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo que nem dá um segundo...
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer,
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é e o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça e na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte só saúde e sorte...
E a pergunta roda, e a cabeça agita
Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita...”
Confesso que incorporei este poema do nosso Gonzaguinha no meu coração. Não tive dúvidas da assetividade do seu conteúdo.
De fato posso dizer com certeza:
• Que a vida é bonita, é bonita e é bonita e que eu não posso ter vergonha de ser feliz...
Gosto sempre de dizer em meus trabalhos que todo ser humano deve se reprogramar progressivamente para cuidar cada vez melhor da sua felicidade.
Aproveito o momento para comunicar aos meu leitores que no meu proximo post, apresentarei a todos, a minha biblioteca das palavras, imagens e dos sons...
Beijo para todos!

sábado, 17 de abril de 2010

A felicidade e a arte de viver

A maioria das pessoas no mundo atual vive acalentando o sonho de ser feliz uma vida inteira, e quase sempre não é capaz de realizar este sonho.
Na maioria das vezes isto acontece, porque estes sonhadores não desenvolveram as habilidades básicas da arte de viver e de gerenciar sua existência em busca de uma vida cada vez melhor no caminho da felicidade.
Portanto, eu entendo que se meu desejo é ser feliz preciso:
• Saber se meu código ético e o meu projeto de vida me colocam no caminho da felicidade...
Aguardem!
Em meus próximos artigos falarei do caminho da felicidade...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Vida Social - cidadania, democracia e a arte de viver

Existe um paradoxo relevante, quando observamos há quantos séculos surgiu na sociedade humana, a figura nomeada cidadão, um morador do logradouro nomeado cidade. Este paradoxo se amplia quando sabemos que a maioria dos habitantes das nossas atuais cidades ainda não usufrui de uma qualidade de vida adequada e prazerosa.
O que podemos fazer para mudar esta situação?
Apesar do poder público ser responsável em grande parte, pela qualidade de vida das nossas cidades, cabe a população destas, contribuir para melhorar a sua qualidade de vida.
O que se pode chamar de “vida social” hoje em dia, teve sua origem nas Ágoras Gregas, quando o saber grego tornou-se objeto de reflexão social.
Esta vida social era frequentada por 10% da população masculina grega.
A Ágora se instituiu como um lugar de domínio público, onde os gregos citados anteriormente reuniam-se para discutir assuntos de seu interesse e da comunidade.
Naquele espaço eles construíram pela convivência, relações de amizade, reciprocidade e cidadania.
Foram estas relações que substituíram as relações hierárquicas de submissão e domínio existentes até naquele momento, na sociedade grega.
É bom lembrarmos que eram estes cidadãos, que se reuniam nas Ágoras, como iguais em direitos e deveres e que participavam do “poder” das cidades (Polis), que deram consistência “A DEMOCRACIA GREGA”.
Voltando a nossa conversa inicial, fica claro:
• Que apesar da vida social das nossas cidades, estar em evolução, elas não tem oferecido uma melhor qualidade de vida a todos seus habitantes.
Chegando até a cercear os seus direitos garantidos.
Penso que enquanto cidadãos, nós estamos aquém do patamar de excelência que merecemos.
Precisamos perguntar:
• O que nós cidadãos reunidos em comunidade e evoluindo para sociedade pode fazer para alcançarmos o que merecemos?
Com certeza esta é uma boa reflexão para levarmos para o nosso dia a dia.
Este é realmente um mote instigante para continuarmos em novos posts.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Amizade Sincera

Renato Teixeira e Dominguinhos
Composição: Renato Teixeira

A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo
Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A amizade e a arte de conviver

Nos dias de hoje é desejável que todo ser humano pertença a uma rede fiel e confiável de velhos e bons amigos.
Por isto precisamos rever continuadamente nossa lista de amigos.
Como eles chegaram a esta posição em nossas vidas e qual é o prestígio que desfrutamos com eles.
Não devemos ter dúvidas, que as amizades sinceras são quase sempre fruto de um processo complexo e bilateral de contatos, encontros, diálogos e principalmente de muita convivência.
É inegável que muitos de nós temos tido dificuldade de relacionar.
Por isto ficamos muitas vezes reclusos e sem a fluidez e a naturalidade necessária, para agirmos em nosso espaço de convivência.
No mundo atual o carisma pessoal, profissional e social de uma pessoa, é construído pelo somatório do prestígio positivo ou negativo que esta pessoa gera em seu dia a dia.
Este carisma é na maioria das vezes o responsável pela consolidação de nossas amizades e do nosso prestígio.
Existem alguns paradigmas das relações humanas, que são sustentados por séculos; até alguém mostrar com poucas palavras como eles são incongruentes. Estas constatações podem sem dúvida nos fazer chegar a amizades perenes e também reduzindo os conflitos mundiais.
Chegou à hora de todos nós agregarmos às nossas relações e empreendimentos, valores que possam nos garantir apenas relações confiáveis.
Com certeza as relações confiáveis são fundamentais para quem pretende começar um novo tempo de convivência em sua existência.
Para mim o caminho da boa convivência começa:
• Pela conquista continuada de bons amigos;
• Pela construção de amizades sólidas, vindas de relações harmônicas, respeitosas e comprometidas;
• Pelo aprendizado do diálogo e pela busca de bons acordos para nós e para nossos oponentes ou concorrentes;
• Pela celebração de acordos e alianças bem negociadas e sustentáveis;
• Pela discussão com polidez, sem retaliações e sem constrangimentos;
• Pelo não enfrentamento ou brigas com nossos desafetos, inimigos ou rivais. Aprendendo que não entrar em conflitos e até às vezes recuar chega a ser sábio.
• Porque nos tornamos capazes de negociar discordâncias e conflitos. Transformando conflitos e discórdias em oportunidades de alianças e negócios, consolidando relacionamentos e novas amizades.
Eu entendo que no caminho da boa convivência, precisamos saber também que:
• O afeto, a polidez, a assertividade, a paciência e a prudência podem garantir a construção de uma grande amizade;
• Toda amizade estremecida pode ser revista e reconstruída;
• Em condições normais as pessoas preferem relacionar, fazer negócios, celebrar contratos e empreender com pessoas que já sejam seus garantir a construção de uma grande amizade amigos;
• Em uma negociação desfavorável para qualquer um dos lados, continuamos querendo fazer negócios e contratos com amigos.
• Que o exercício da flexibilização e a busca de bons acordos entre amigos é sempre mais viáveis.
Todo o quadro exposto anteriormente, me leva a crer que o investimento em amizades sinceras e sustentáveis deve sempre estar privilegiado em nossa agenda cotidiana.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Onde está nossa qualidade de vida?

O ritmo acelerado do cotidiano atual tem dificultado a qualidade do tempo de convivência humano e por consequência tem prejudicado nossa qualidade de vida.
Um agravante deste quadro tem sido o envolvimento cada vez maior das pessoas com sua carreira profissional, deixando de cuidar adequadamente do seu convívio familiar, da sua relação com os amigos, das suas atividades de lazer e principalmente do seu bem estar.
Sempre precisamos rever o nosso tempo de convivência como um todo, principalmente neste momento onde a expectativa de vida humana tem aumentado tanto.
Atualmente é incrível pensar, que uma pessoa aposentou e este evento já não é mais um sinal do fim da sua vida. Temos percebido que os aposentados de hoje tem vitalidade suficiente para construir uma segunda carreira profissional e ainda podem e deseja levar sua vida pessoal e social a pleno vapor.
Neste ponto da nossa conversa, é relevante verificarmos se temos dado em nossa agenda pessoal, profissional e social a devida importância para as atividades que são necessárias para consolidação da nossa saúde física e mental.
A seguir cito algumas delas:
• O café da manhã com nossa família;
• O jantar com nossos filhos;
• O cuidado que deveremos ter com o nosso corpo, o nosso espírito e com nossos afetos;
• O que estamos fazendo para melhorar a qualidade de nossa vida profissional;
• O que estamos fazendo para melhorar a convivência social com nossos amigos;
• O que estamos fazendo como hobby e divertimentos;
• Estamos indo ao teatro, cinema, shows de música para afinarmos o nosso gosto?
• O que estamos fazendo para cuidarmos do ecossistema onde moramos.
Como este assunto é motivador!!!
Ele merece ser discutido em grupos e também em novos posts.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Biocentrismo (um manifesto pelo vida)

Enunciado:
O Biocentrismo não discute a origem da vida.
Ele mostra que os interesses da vida in natura nem sempre são congruentes com as necessidades propostas pela cultura humana;
Ele é um caminho existencial:
• Que propõe uma forma de viver sentir, pensar, falar, escrever, agir, conviver e empreender, que parte de uma reflexão continuada sobre a melhor qualidade de vida no nosso planeta;
• Ele mostra que existe um movimento primordial no universo chamado vida e é este movimento que oferece a fonte propulsora, que da sustentação a evolução de todos seres viventes no ecossistema terrestre;
• Sua principal intuição propõe a coexistência, a valorização e o respeito a qualquer forma de vida existente em nosso planeta;
• Ele mostra, que é a estrutura biológica do nosso planeta, que o torna fertil e habitável;
• Ele observa que qualquer vida em estado de latência não propicia nenhum movimento existencial em nosso planeta;
• Ele é um roteiro comportamental, portanto um caminho ético;
• Ele propõe que os seres humanos realizem em seu cotidiano apenas ações que gerem resultados que garantam a sustentabilidade da vida em nosso planeta;
• Ele é um sistema operacional efetivo, quando:
 apresenta as condições necessárias para que nossa espécie retome o desenvolvimento das suas potencialidades naturais esquecidas ou reprimidas ao longo da sua história;
mostra como cada pessoa e instituição pode cumprir sua conta de responsabilidade social diária;
• Ele entende que não dá mais para considerarmos apenas mudanças parciais da conduta humana atual;
• Ele mostra que todo ser humano precisa mudar seu comportamento em relação à vida do nosso planeta;
• Ele afirma que chegou a hora de toda humanidade dar uma estrutura biocêntrica ao seu estilo de vida.
• Ele diz que as ações e realizações humanas no mercado global podem continuar focadas nas necessidades dos seus clientes, desde que estejam subordinadas às necessidades das suas comunidades e atendam a priori aos prerequisitos que dão sustentabilidade ao ecossistema terrestre
Devo dizer que este enunciado do Biocentrismo é fruto:
• Da minha leitura de muitos autores;
• Do meu contato com a sabedoria de grandes mestres;
• Da minha vivência continuada e progressiva do modelo teórico, do Sistema Biodanza, criado pelo antropologo chileno Rolando Toro Araneda.

terça-feira, 23 de março de 2010

Qualidade de Vida

Nessa época de mudanças rápidas e imprevisíveis, é essencial que toda pessoa e toda instituição humana reveja os fundamentos que determinam a razão da sua existência.
Já sabemos que os resultados humanos e das nossas instituições, não podem mais ser medidos por uma conta bancária ou por qualquer outro indice que garanta apenas a sobrevivência humana.
É meu parecer que a qualidade de vida é composta por um conjunto de condições objetivas e subjetivas, estruturais e funcionais capazes de garantir as condições gerais da vida individual e coletiva de qualquer sistema vivente em qualdquer espaço ou tempo de convivência.
É minha crença que toda pessoa pode melhorar progressivamente a qualidade da sua vida pessoal, profissional e socioambiental, desde que melhore continuadamente os níveis do seu:
• Bem estar;
• Prazer de viver;
• Autonomia e liberdade de criar;
• Do saber cuidar das relações e dos ambientes onde vivemos.
A partir de hoje levarei aos meus leitores atualização cultural e soluções viáveis para a melhor qualidade de vida em sua casa, rua, bairro, empresa, cidade, país e planeta.
Para o momento é oportuno lembrar que os conceitos “padrão de vida” e “qualidade de vida” interessaram inicialmente, mais aos cientistas sociais, filósofos e políticos. Na época tais conceitos estavam mais ligados ao objetivo social de diminuir a mortalidade e de aumentar a expectativa de vida dos seres humanos em nosso planeta. Posteriormente a discussão desses conceitos tornou-se complexa e cada vez mais relevante.
Luiz Carlos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Portfólio/Currículo

Luiz Carlos Faria

É Engenheiro Civil, Palestrante, Facilitador de Processos e Mediador de Conflitos.

Atualmente é diretor da LF Engenharia, Planejamento e Cultura, uma organização moderna que oferece a seus clientes trabalhos de engenharia civil, de implantação e reestruturação de sistemas organizacionais e de atualização cultural para o trabalho.

A missão da sua empresa é mostrar aos seus clientes que administrar é multiplicar tarefas, planejando, programando e controlando o uso de recursos diversos com o objetivo de alcançar resultados predeterminados.

Luiz Carlos focou seu trabalho, sempre no atendimento às necessidades dos seus clientes, na melhoria continuada do tempo de convivência e da competência dos seus liderados, com ênfase também na produtividade, rentabilidade, liquidez e na construção progressiva de uma imagem confiável das organizações onde prestou serviços.

À medida que ele se especializou em seu campo de trabalho, como engenheiro civil, percebeu a necessidade de buscar novos conhecimentos para atender as necessidades do seu trabalho. Por isso ampliou sua formação profissional em varias disciplinas da área das artes, ciências humanas, filosofia e esportes.

O seu contato com os conteúdos citados anteriormente, possibilitou-lhe a criação de um método exclusivo para lidar com as variadas demandas dos sistemas administrativos modernos. Este seu trabalho é aplicável a qualquer espaço de convivência organizacional atual.
Formação Acadêmica• Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1981;

Registros Profissionais
• CREA 32460 – D/ MG - Engenheiro Civil;
• IBAPE/ SP – nº 963 – Engenheiro Civil - Especialidade avaliações e Perícias de Engenharia;
• OMB/ MG – nº 10430 – Violonista e Cantor;

Línguas
• Boa fluência em Inglês e Espanhol – formação no ICBEU e ETIMIG 1974 a 1978.

Especializações em Engenharia Civil
• Cipa e outros – Fundacentro – 1979;
• Engenharia de Avaliações, Ibape-SP - 1997.
Especializações em Marketing• Marketing Militar no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva – aluno do CPOR de BH-MG e 19º Batalhão de Caçadores de Salvador-BA – aluno, aspirante a oficial e 2º tenente de infantaria da reserva do Exército Brasileiro;
• Marketing (inclusive de Permissão) pela NFF Planejamento e Marketing -1992 a 1997;
• Marketing Cultural pela prefeitura municipal de Belo Horizonte com Yacoff Sarkovas e equipe – 1995.
Especializações em:Artes, Ciências Humanas, Filosofia e Esportes
• Yoga – Núcleo Ananda e Ananda SPA Urbano - 2009
• Filosofia com o Professor Moacyr Laterza de 2001 à 2004;
• Biodança pela International Biocentric Foundation, Escola de Biodanza Rolando Toro de Minas Gerais – Professor/ Facilitador de 1994 até 2000
• Música, canto, violão, flauta doce e percussão com os professores, Agostim Matos, Cleide Prates, José Lucena Vas, Vivaldo Braga, Domingos Sávio Brandão, Major Valdir e Joãozinho do Pandeiro de 1974 até 1996, depois 2002;
• Danças populares e danças de salão, dança livre, princípios do balet clássico, e moderno - Martha Grahan, dança espanhola, dança cigana e do ventre, e percepção corporal com os professores Valdir Birosca, Lia da Gafieira, Judis Grinberg, Sônia Valle, Ana Lúcia, Paulinho Babrek, Sandra Vidigal, Cássia Rodrigues, Karina Ckagnazaroff, Girlaine Tsade e Brigite Bacha, 1988 a 1995, de 2000 à 2002; depois de 2006 à 2008;
• Eneagrama com Carlos Lyra, 1993;
• Reeducação do Movimento Humano com Ivaldo Bertazzo de 1993 à 1996;
• Mímica e Teatro com Paulinho Polika, Sula Mavrudis e Paulo Vieira, 1993 à 1999;
• Capoeira Angola e Tai Chi Chuan – Academia Ágora de 1992 à 1995
• Leitura Corporal com Nereida Fontes Vilela de 1992 à 1995;
• Analise Essencial, Tarô e I Ching, Mitologia, Filosofia Oriental, Espiritismo com Mestre Areli e Agostim Matos de 1974 à 1985;
• Judô na Academia Antônio Alves – de 1966 até 1973
Atuação Profissional como Engenheiro Civil• Telemig Celular – Engenheiro fiscal de implantação da infraestrutura civil da telefonia celular no interior de Minas Gerais;
• Engemax Engenharia – engenheiro chefe da obra do Shopping Max Center Sion – BH/MG;
• Paineira Engenharia – engenheiro chefe de obras – Reforma do hospital das clínicas – BH/ MG, construção de vários postos de saúde, reforma de cozinha industrial pesada, reforma de unidade militar da aeronáutica, postos de gasolina e outras unidades da Texaco, construção de piscina de clube social, execução de obras de terraplanagem e pavimentação, demolição e reconstrução de obras comerciais e residenciais;
• Pádua Engenharia – construção de varias escolas estaduais no interior de Minas Gerais;
• Engenho e GGC Construções e Participações – engenheiro chefe da obra da Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima em São Lourenço/ MG;
• Construtora Franco - engenheiro chefe de obras dos prédios de apartamentos e salas – Condomínio do Edifício Mangabeiras, Valeska Franco e outros;
• Sisal Engenharia – engenheiro chefe de obra Hotel Wembley/ BH/MG;
• Encol Engenharia – engenheiro chefe de acabamento de obras até a entrega das unidades aos clientes;
• Lucafa Acabamentos – empreiteira de obras - pinturas, sinteko, limpeza e outros acabamentos de obra;
• Celso Gontijo de Paula Engenharia de Solos e Fundações – estagiário de engenharia chefe de obras de sondagens e fundações;
• Associação evangélica Beneficente/ MG – reforma do hospital evangélico de BH/MG e da escola de enfermagem da associação;
• Tese Projetos – desenhista e detalhista de projetos de estruturas para construção civil;

Atuação na Área de Materiais de Construção
• Construacasa e Gemacom Materiais de Construção – comprador e gerente das lojas

Atuação na Área de Perícias, Avaliações e Arbitramentos
• Desenvolvimento de Diagnoses e Prognoses em Engenharia como Perito Assistente e Perito Oficial em processos na Justiça Cível.
• Mediador de Conflitos e Facilitador de Processos diversos;
Atuação na Área de Engenharia de Mercado• Criador e Articulista de projetos de Marketing de Permissão na Internet.

Atuação na Área de Eventos
• Criador, Facilitador e Mestre de Cerimônia.

Atuação na Área de Palestras e Cursos
• Palestrante e Facilitador de Cursos de Atualização Cultural em Universidades, Empresas Públicas, Privadas e em Organizações não Governamentais sem Fins Lucrativos, ênfase especial para seus Cursos:
 Formação de Facilitadores de Processos;
 Formação de Lideres de Equipes;
 A Arte de Viver.
Projetos de destaque de sua autoria• O PROJETO ÁGORA SLU (Superintendência de Limpeza Urbana Autarquia da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte), realizado em 1993 e 1994 junto aos 5.600 garis e outros servidores. Este Projeto foi apontado pela sua Excelência em monografias de alunos do Unicentro Newton de Paiva – Curso de Relações Públicas dada a sua comprovada eficiência, originalidade e aos resultados de elevado nível por ele alcançado.
Projeto Profissional do Esporte, trabalho que oportuniza uma melhora progressiva do desempenho individual e coletivo dos atletas e do pessoal de apoio de equipes esportivas - projeto em andamento com as Equipes de Vôlei do Mackenzie Esporte Clube dirigidas pelo Técnico Delicélio Rodrigues Junior.
Tese em desenvolvimento continuado• Administração de Potenciais e Talentos Humanos de âmbitos diversos.

Criador e Diretor
• Academia Ágora – Espaço de Convivência com a Arte e a Dança;
• Bioarte e Ágorabioarte – Espaço de Convivência e Atualização Cultural através da Arte, Esporte e Filosofia.
• LF Engenharia, Planejamento e Cultura
• Projeto Borboleta Azul nas Alamedas – um Projeto de Engenharia Ambiental que tem em seu escopo soluções estruturais biocentricas para tornar as casas e logradouros públicos das cidades brasileiras em paraísos ecologicos.
• Família Ágora – Personagens de historias em quadrinhos, em ação numa Comunidade Biocêntrica.

Menções recebidas por Trabalhos realizados
Dentre outros certificados e menções ao seu desempenho profissional e social, Luiz Carlos Faria foi agraciado pela criação da Bioarte com os troféus: Tancredo Neves – BH/ 2001e Pedro Aleixo – BH/ 2002.