Existe um paradoxo relevante, quando observamos há quantos séculos surgiu na sociedade humana, a figura nomeada cidadão, um morador do logradouro nomeado cidade. Este paradoxo se amplia quando sabemos que a maioria dos habitantes das nossas atuais cidades ainda não usufrui de uma qualidade de vida adequada e prazerosa.
O que podemos fazer para mudar esta situação?
Apesar do poder público ser responsável em grande parte, pela qualidade de vida das nossas cidades, cabe a população destas, contribuir para melhorar a sua qualidade de vida.
O que se pode chamar de “vida social” hoje em dia, teve sua origem nas Ágoras Gregas, quando o saber grego tornou-se objeto de reflexão social.
Esta vida social era frequentada por 10% da população masculina grega.
A Ágora se instituiu como um lugar de domínio público, onde os gregos citados anteriormente reuniam-se para discutir assuntos de seu interesse e da comunidade.
Naquele espaço eles construíram pela convivência, relações de amizade, reciprocidade e cidadania.
Foram estas relações que substituíram as relações hierárquicas de submissão e domínio existentes até naquele momento, na sociedade grega.
É bom lembrarmos que eram estes cidadãos, que se reuniam nas Ágoras, como iguais em direitos e deveres e que participavam do “poder” das cidades (Polis), que deram consistência “A DEMOCRACIA GREGA”.
Voltando a nossa conversa inicial, fica claro:
• Que apesar da vida social das nossas cidades, estar em evolução, elas não tem oferecido uma melhor qualidade de vida a todos seus habitantes.
Chegando até a cercear os seus direitos garantidos.
Penso que enquanto cidadãos, nós estamos aquém do patamar de excelência que merecemos.
Precisamos perguntar:
• O que nós cidadãos reunidos em comunidade e evoluindo para sociedade pode fazer para alcançarmos o que merecemos?
Com certeza esta é uma boa reflexão para levarmos para o nosso dia a dia.
Este é realmente um mote instigante para continuarmos em novos posts.
Nenhum comentário:
Postar um comentário