quinta-feira, 22 de maio de 2014

Estou Voltando

Olá pessoal depois de muito tempo estou voltando a escrever nesse meu blog.

Podem aguardar meu próximo post, ele será publicado brevemente, bom falar com vocês.

Beijos para todos.

P.S. 

Vai a seguir um pensamento para nossa reflexão:

"Precisamos continuar reinventando nossa vida sempre..."

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Boa tarde pessoal

Estou de volta me aguardem.

Abraços,

Luiz Carlos Faria

domingo, 30 de maio de 2010

O corpo?

Sim, é o corpo humano que nos coloca em contato direto com o mundo onde vivemos e que abriga a vida que constrói nossa existência. Ele é o responsável por nossa capacidade de observar, perceber, compreender e escolher o que necessitamos e desejamos no mundo.
Porém, falar do corpo humano, das suas percepções, do seu bem estar é muitas vezes inoportuno e até constrangedor.
Para alguém espiritualizado, ao contrário de alguém materialista, não é difícil entender que nosso corpo carrega nossa consciência espiritual e tudo que temos de divino. Somos um corpo que carrega uma alma.
Penso que nosso corpo é a casa onde moramos. Que somos o único proprietário das chaves desta casa e que ele é nosso único e maior patrimônio.
Nosso corpo foi concebido para agir com autonomia, para não aceitar nenhuma forma de adestramento ou imposição. Porém, ele é adaptável e sagaz o suficiente, para criar o hábito de se defender da repetição de movimentos incoerente à sua vontade natural.
É de nossa total responsabilidade, tornar nosso corpo capacitado para perceber as sensações do mundo que nos rodeia. É a percepção destas sensações, que prepara nosso corpo na arte de sobreviver, crescer e perpetuar com qualidade no planeta terra.
Foi nosso corpo que captou e armazenou tudo que nos transformou no que somos hoje.
Pelo que ele representa em nossas vidas, precisamos deixá-lo reaprender continuadamente a arte do fazer humanizado e do caminhar coerente com a vida.
Se nossos impulsos, ímpetos, atitudes e comportamentos são coerentes com a dinâmica natural da vida, nossa vivência corporal diária, dará ao nosso corpo mais e mais inteligência sensorial e respiratória. Estas duas funções corporais são sem dúvida, essenciais para nos garantir uma vida longa e para nos tornar cada vez mais aptos a executar as atividades que determinam a existência nossa de cada dia.
A seguir gostaria de ler com vocês:

“As Contradições do Corpo” de Carlos Drummond.

“Meu corpo não é meu corpo
É ilusão de outro ser
Sabe a arte de esconder-me
E é de tal modo sagaz
Que a mim de mim ele oculta

Meu corpo, não meu agente
Meu envelope selado
Meu revólver de assustar
Tornou-se meu carcereiro
Me sabe mais que me sei

Meu corpo apaga a lembrança
Que eu tinha de minha mente
Inocula-me seu patos (capacidade de sentir)
Me ataca, fere e condena
Por crimes não cometidos

O seu ardil mais diabólico
Está em fazer-se doente
Joga-me o peso dos males
Que ele tece a cada instante
E me passa em revulsão

Meu corpo inventou a dor
A fim de torná-la interna
Integrante do meu id
Ofuscadora da luz
Que aí tentava espalhar-se

Outras vezes se diverte
Sem que eu saiba ou que deseje
E nesse prazer maligno
Que suas células impregnam
Do meu mutismo escarnece

Meu corpo ordena que eu saia
Em busca do que não quero
E me nega, ao se afirmar
Como senhor do meu eu
Convertido em cão servil

Meu prazer mais refinado
Não sou eu quem vai senti-lo
É ele, por mim, rapace (roubasse, tomasse)
E dá mastigados restos
À minha fome absoluta

Se tento dele afastar-me
Por abstração ignorá-lo
Volta a mim, com todo o peso
De sua carne poluída
Seu tédio, seu desconforto

Quero romper com meu corpo
Quero enfrentá-lo, acusá-lo
Por abolir minha essência
Mas ele sequer me escuta
E vai pelo rumo oposto

Já premido por seu pulso
De inquebrantável rigor
Não sou mais quem dantes era
Com volúpia dirigida
Saio a bailar com meu corpo”

Depois de lermos e relermos Drummond:
• Antes que nosso corpo comece a nos levar desajeitadamente pela vida;
• Que ele comece a nos transformar numa fonte geradora de dores e sofrimentos;
• E que ele nos torne incapaz de executar nossas atividades diárias de forma suave e com gestos seguros;
• Acredito que precisamos nos ocupar de ações que possam disponibilizar a energia do bem estar ao nosso corpo. Esta energia chamada vitalidade é que nos impulsiona para vida
É interessante pensar que nosso corpo é feito de matéria/energia e espírito:
• Flexíveis;
• Maleáveis;
• E com a capacidade intrínseca de perceber naturalmente o que está ao nosso redor.
É alentador saber, que nosso corpo pode ser transformado por nós, num instrumento e meio progressivamente feliz de expressão e comunicação. Que ele é capaz de nos oferecer bem estar, prazer de viver, criatividade, afetividade e a capacidade de irmos alem pelos caminhos do mundo onde vivemos.
Jamais deveríamos permitir que nosso corpo se transformasse numa máquina maléfica, cheia de dor e sofrimento, capaz de nos conservar à sua mercê.
Sugiro que o corpo humano desde já, passe por um processo de reeducação, que lhe possibilite ser mais coerente com a dinâmica natural da vida, tornando-se menos impotente para viver nossa vida objetiva e subjetiva.
Beijos para todos...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A arte de escolher

Para chegarmos a uma escolha precisamos cumprir um determinado caminho.
Por isto devemos ficar atentos às ações necessárias para que possamos efetivar nossas escolhas de forma satisfatória. Pois as nossas escolhas, em sua maioria são feitas por nós mesmos, muitas vezes sem a colaboração de outras pessoas.
Antes de mais nada, quando o assunto é escolha, precisamos saber nos localizar em qual das três situações abaixo estaremos atuando:
1ª situação:
Temos apenas uma opção na hora da nossa escolha. Assim nossa escolha está embutida num contexto escasso de possibilidades e esta nossa situação pode se tornar progressivamente crítica;
2ª situação:
Temos apenas duas opções na hora da nossa escolha. Assim nossa escolha pode se tornar complexa, porque poderemos estar diante de duas opções contraditórias e às vezes até igualmente insatisfatórias no momento da nossa escolha. Esta situação pode se agravar quando ela se transforma num dilema para nós e não conseguimos encontrar uma nova alternativa que se contrapõe às duas apresentadas para aquele momento.
Na nossa 3ª situação:
Poderemos estar diante de três ou mais opções na hora de escolher. Sem dúvidas esta situação poderá ser vantajosa para nós, porque o horizonte da nossa escolha passa a ser mais abundante em opções.
É bom considerarmos que para termos uma vida confortável, precisamos ter sempre muitas opções à disposição da construção da nossa existência.
Visto a complexidade do ato de escolher pelo prisma exposto acima, precisamos dizer ainda, que nossas escolhas estarão sempre sujeitas ao contexto da ocasião na qual elas estão inseridas. Elas estarão sujeitas também à nossa sorte, autonomia e competência no momento que usamos nosso livre arbítrio para escolher.
Para nós, ainda é desejável que nossas escolhas aconteçam num momento que seja ideal para tal. Devemos ter em mente que muitas vezes é prudente adiarmos e mudarmos o momento de uma determinada escolha que esta por ser feita.
Resta-nos ainda considerar, que tudo o que somos hoje é fruto do resultado das escolhas que já fizemos ao longo da nossa vida que passou.
Não podemos perder de vista, o fato de que uma escolha feita pode não ser definitiva. Sim as escolhas são mutáveis ao longa da sua existencia, por isto muitas vezes precisamos refazer e até abortar uma escolha consolidada em prol de uma nova escolha.
Apesar das dúvidas surgidas durante cada uma de nossas escolhas, precisamos adquirir continuadamente mais agilidade mental, para escolhermos e validarmos melhor os caminhos apresentados a nós pelas pequenas e grandes encruzilhadas da vida.
É meu parecer que o ato de perceber a melhor escolha, a todo o momento que isto se fizer necessário, esteja intrinsecamente ligado a atenção que nos somos capazes de dar ao ato de observar continuadamente as causas dos acontecimentos que nos cercam.
Assim pela importância do ato de escolher em nossa vida, é cada vez mais desejável que aprofundemos na arte de observar, exercitando continuadamente nossa autonomia, liberdade, prudência, paciência e competência neste caminho.
Neste ponto da nossa conversa, surge a pergunta:
Possuímos um aparelho responsável por nossa capacidade de observar, perceber e compreende o mundo que nos cerca?
Beijos, até lá...

Que tal darmos as mãos para recitar e cantar - “Entre dois Caminhos” do meu amigo Eugênio de Castro:

"Quando alguém decide entre dois caminhos
Leva a certeza que o outro caminho não será mais seu
E do caminho do tempo o amor se apaga
E o caminho que ficou poderá se encher de sois
E mais sois e mais sois e brilhará
Que por ironia da vida
Teria sido um caminho melhor
Mas que profeta, poeta ou coração
Saberia
Que por ironia da vida teria sido um caminho melhor
Mas que profeta, poeta, louco ou coração

Quando alguém decide entre dois amores
Leva a certeza que o outro amor não será mais seu
E do caminho do tempo a paixão se apaga
E o amor que ficou poderá se encher de sois
E mais sois e mais sois e brilhara
Que por ironia da vida
Teria sido um amor bem melhor
Mas que profeta, poeta ou coração
Saberia
Que por ironia da vida teria sido um amor bem melhor
Mas que profeta, poeta, louco ou coração

Quando alguém decide ficar ou partir
Tentar ou desistir
Jamais saberá a resposta
Porque a felicidade não diz onde vai
Partir poderia ser bom
Ficar talvez fosse melhor
Ma no fundo só a solidão
Saberá nos dizer ninguém mais,
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais

Quando alguém decide ficar ou partir
Amar ou desistir
Jamais saberá a resposta
Porque a felicidade não diz onde vai
Partir poderia ser bom
Ficar talvez fosse melhor
Ma no fundo só a solidão
Poderá nos dizer ninguém mais
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais,
Ninguém mais, ninguém mais, ninguém mais..."

sábado, 15 de maio de 2010

Escolha e livre arbítrio

Nem sempre podemos mudar as leis do mundo em que vivemos. Mas podemos escolher mudar nosso estilo de vida e a qualidade das nossas escolhas.
Sabemos que a seleção de opções que nos interessam e nos são convenientes a cada momento de nossa vida, esta cada vez mais complexa e cercada de incertezas. Por isto precisamos disponibilizar toda nossa atenção, observação e paciência, ao processo que nos leva a escolher algo.
Outro fato a se ressaltar quando falamos do tema escolha é que o livre arbítrio que usamos para escolher só pode ser usado nos momentos de indecisão que antecedem nossa tomada de decisão. Alias o nosso livre arbítrio só é usado até optamos por uma determinada escolha, à medida que efetivamos tal escolha, ela carregará em seu bojo o determinismo de um compromisso que assinamos quando fizemos tal escolha.
Por tudo posto acima, sem dúvida um exercício legal para o nosso dia a dia seria conhecer melhor nossos impulsos, ímpetos, intenções, comportamentos e principalmente como a dinâmica natural da vida tece os acontecimentos do nosso cotidiano e seus resultados.
Fica aqui um convite: que tal nos preparar melhor para o momento de nossas escolhas!

Vamos dar as mãos e vamos recitar “Metade” de Oswaldo Montenegro:

"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também"

Beijos para todos até nosso próximo encontro...