sábado, 15 de maio de 2010

Escolha e livre arbítrio

Nem sempre podemos mudar as leis do mundo em que vivemos. Mas podemos escolher mudar nosso estilo de vida e a qualidade das nossas escolhas.
Sabemos que a seleção de opções que nos interessam e nos são convenientes a cada momento de nossa vida, esta cada vez mais complexa e cercada de incertezas. Por isto precisamos disponibilizar toda nossa atenção, observação e paciência, ao processo que nos leva a escolher algo.
Outro fato a se ressaltar quando falamos do tema escolha é que o livre arbítrio que usamos para escolher só pode ser usado nos momentos de indecisão que antecedem nossa tomada de decisão. Alias o nosso livre arbítrio só é usado até optamos por uma determinada escolha, à medida que efetivamos tal escolha, ela carregará em seu bojo o determinismo de um compromisso que assinamos quando fizemos tal escolha.
Por tudo posto acima, sem dúvida um exercício legal para o nosso dia a dia seria conhecer melhor nossos impulsos, ímpetos, intenções, comportamentos e principalmente como a dinâmica natural da vida tece os acontecimentos do nosso cotidiano e seus resultados.
Fica aqui um convite: que tal nos preparar melhor para o momento de nossas escolhas!

Vamos dar as mãos e vamos recitar “Metade” de Oswaldo Montenegro:

"Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece
E nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso
mas a outra metade é um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo
Se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também"

Beijos para todos até nosso próximo encontro...

Um comentário:

  1. Escolhas..... como seria bom se aos vinte pudéssemos escolher usando a maturidade dos 35, 40 anos...
    Por isto que a vida é bela, há sempre tempo para aprender e vencer.
    Bj
    Lucia (São Lourenço)

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