Interessei me ainda criança pela leitura, folheando a revista Reader’s Digest, que publica versões resumidas de artigos variados de diferentes fontes.
No Brasil esta revista se chamou Seleções. Ela era lida diariamente pelo meu pai e por mim, uma criança ainda no curso primário. Eram leituras interessantes, principalmente quando eu discutia o que eu lia com o meu pai, sempre interessado por uma boa conversa.
Na 5ª e 6ª série do ginásio, na minha aula de português no Colégio Municipal de Belo Horizonte, com 11 e 12 anos de idade, consolidei o hábito da leitura diária em minha vida.
Nesta época, o responsável por esta proesa, foi o meu saudoso professor de português, o Padre Cecílio.
Ele começava a aula:
• Com toda a turma de pé resando o Padre Nosso;
• Depois repetiamos por dez vezes a seguinte frase – “Quem lê vale mais, quem lê vale por dez, quem não lê é bocó de mola”;
Nesta época já líamos Machado de Assis, dentre outros autores e eramos convidados a discutir em aula o tema central da obra.
Foi neste tempo que conheci o caminho da biblioteca, das livrarias e principalmente do dicionário da lingua portuguesa, chamado pelo nosso professor de pai dos burros.
Interessei-me ainda mais pela leitura, quando o professor Dailton, nos lecionou literatura portuguesa e brasileira, no segundo e terceiro ano cientifico.
As aulas eram uma viagem mágica ao mundo de grandes escritores da nossa língua pátria. Este momento foi e ainda é inesquecível e importantíssimo para um estudante que um dia se tornaria um homem das ciências exatas.
Já engenheiro civil, fui convidado para dirigir o potencial criativo do poeta Vilmar Silva, na época um dos mais brilhantes poetas jovens da língua portuguesa. Trabalhamos muito tempo juntos e criamos trabalhos dignos de nota.
Minha vida profissional sempre foi muito intensa, mas sempre arranjei tempo para ler, ouvir boa música, para tocar meu violão, cantar e dançar, para frequentar galerias de arte, ir a bons shows, ao teatro, às operas.
Sempre tive tempo para praticar esporte, namorar e principalmente para bater um papo agradável com amigos sobre um assunto que realmente interessa.
Um dia eu li:
“Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas”. Estas palavras de Goeth foram e serão sempre definitivas na construção da minha existência cotidiana.
Criei a Academia Ágora e a Bioarte.
Nestes espaços de lazer e convivência estruturei um método de trabalho, que objetiva melhorar continuada e progressivamente a qualidade do viver e do fazer humano através das práticas artísticas.
Há muito anos venho estruturando minha Biblioteca - das palavras, imagens e dos sons. Resolvi disponibilizá-la agora em meu blog.
O objetivo central deste meu trabalho é levar atualização cultural para pessoas que desejam degustar e se alimentar de contéudos que possam melhorar sua qualidade de vida.
Espero que vocês gostem da minha biblioteca! Abraços.

Olá Luiz
ResponderExcluirGosto muito de ler...
E esta idéia foi muito interessante.
Penso que todos devemos comentar nos blogs tudo que gostamos.
Sabe por quê?
Tenho 50 anos e sempre escutei nos palanques políticos a necessidade de liberdade de expressão.
Já pensou em um blog na época da revolução?
Acho que os ditadores não conseguiriam fazer tanta bobagem.
Vcs não acham que o hábito da leitura já é uma consequência da mudança do ensino fundamental?
Agora podemos fazer os comentários em tudo que se lê nos blogs.
Vamos exercer este nosso direito.
Abraços
Uma amiga
Ei,Luizinho...
ResponderExcluirSou a sua primeira seguidora.
Estou gostando muito dos seus textos e outros.
Vou colocar também o seu blog nos meus blogs favoritos.
Vamos incentivar tudo que achamos importante como a sustentabilidade, as artes e também abre parentêses (deixa eu fazer o meu comercial), fecha parênteses.
Hoje sou uma Personal Finance, estou na Plena para quem quiser me conhecer.
Beijos
Lucia
www.luciajardimdasletras.blogspot.com